O anoitecer de todo homem
O homem não se completa,
Se não completa o que pensa.
E pensas tu que num poema pode-se dizer tudo;
Todo do sol não se diz na pena.
Mas se tua alma é mansa e calma,
Se choras por palavras,
Dessas que se perdem ao desvio do pensamento,
Saiba que no verso, a menos, ao cúmplice o amor se afaga.
Tão bom seria se o sol coubesse
Na auspiciosa correnteza desses versos.
Entre flores, a mim, tu sorrindo viria
E meu peito flamejante de homem completo seria.
Como não sou criança há anos,
sonhos não são feitos de panos,
Nem poemas, de amor,
Então ao mórbido divã debruçado incompleto sou.
(Josiel Barros - professor amigo)

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